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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

TALITA DE CARVALHO

UNIÃO MONETÁRIA LATINA NO SÉCULO XIX: UM PRECEDENTE DO

EURO?

CURITIBA

TALITA DE CARVALHO

UNIÃO MONETÁRIA LATINA NO SÉCULO XIX: UM PRECEDENTE DO

EURO?

Monografia apresentada à disciplina Trabalho de Fim de Curso, do Curso de Ciências Econômicas, do Departamento de Economia, do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, da Universidade Federal do Paraná, apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas.

Orientador: Prof. Dr. Fabiano Abranches Silva Dalto

CURITIBA

TERMO DE APROVAÇÃO

TALITA DE CARVALHO

UNIÃO MONETÁRIA LATINA NO SÉCULO XIX: UM PRECEDENTE DO

EURO?

Monografia aprovada como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Econômicas, Setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Paraná pela

seguinte banca examinadora:

Orientador: Prof. Dr. Fabiano Abranches Silva Dalto Departamento de Economia, UFPR.

Prof. Dr.ª Iara Vigo de Lima Departamento de Economia, UFPR.

Prof. Dr. Demian Castro Departamento de Economia, UFPR.

Curitiba, 13 de junho de 2014.

Aos meus pais, que me possibilitaram chegar até aqui.

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais que sempre acreditaram em mim e que sempre me incentivaram a estudar.

A esta Universidade, que além de estudo me proporcionou aprendizados que levarei para a vida inteira.

Ao projeto de extensão Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, representado por Denys Dozsa, Luiz Panhoca e Dante Luiz Zech, pela oportunidade de aprendizado e experiências como em outro lugar não tive.

À minha amiga Stéfanie pelo companheirismo e apoio na realização desse trabalho.

À Débora, Ana Paula e Carin pela amizade durante toda a graduação.

À minha grande amiga Paula, pelo seu apoio e sinceridade.

Ao meu amigo Henrique pelo carinho e apoio sempre a mim dispensados.

Ao Thiago e Carolina, grandes amizades que tive a oportunidade de fazer durante este curso.

Às minhas amigas de anos que tenho tanta alegria em preservar e que foram peças fundamentais nos momentos difíceis que passei durante a faculdade: Virgínia, Mariana e Kaiana.

E muito importante, ao meu orientador Fabiano Dalto e todos os outros bons professores que tive na vida, que não apenas me ensinaram, mas me inspiraram a seguir seus passos.

O bom senso é a coisa mais bem dividida do mundo pois, cada qual julga estar tão bem dotado dele que, mesmo os mais difíceis de contentar-se em outras coisas, não costumam desejá-lo mais do que possuem. E, a esse respeito, não é verossímil que todos se enganem; isso prova, ao contrário, que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, isto é, o que se chama o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens. A diversidade das nossas opiniões não provém do fato de uns serem mais razoáveis do que os outros, mas apenas do fato de conduzirmos o nosso pensamento por diferentes caminhos e não considerarmos as mesmas coisas. Não basta ter a mente sã: o essencial é aplica-la bem. As almas mais puras são passíveis, tanto dos mais sérios vícios como das maiores virtudes.

Os que andam devagar podem alcançar muito mais do que os que correm; se seguirem sempre o caminho direito, enquanto aqueles se distanciam desse caminho.

Descartes

–  –  –

A formação das uniões monetárias é usualmente explicada pela teoria das Áreas Monetárias Ótimas, segundo a qual a moeda surge de um processo do setor privado de minimização dos custos de transação do comércio, restando ao Estado um papel periférico na determinação da unidade de conta. Em oposição a este ponto de vista o presente trabalho discute a supremacia teórica da visão chartalista, ou teoria da moeda estatal, que defende a centralidade do Estado no estabelecimento de uma moeda. Para dar suporte a essa argumentação utilizar-se-á a história da União Monetária Latina, uma união monetária formada no final do Século XIX pela França, Bélgica, Itália e Suíça.

Serão apresentadas as condições dos sistemas monetários de cada país previamente à formação da liga, as dificuldades enfrentadas após a formalização da união e as possíveis razões para o seu fracasso. A conjuntura política do continente naquele período é abordada em seções próprias e é fundamental para a compreensão do caso à luz da teoria chartalista.

Palavras Chave: União Monetária. Teoria Chartalista. Teoria das Áreas Monetárias Ótimas.

–  –  –

Monetary unions are usually explained by the Optimal Currency Areas theory, whereby money emerges from the private sector cost minimization process, remaining to the State a peripheral role in the money account establishment. In opposition to this viewpoint this project ague the theoretical supremacy of the chartalist view which advocates the State’s centrality in the establishing process of a currency. To hold this argumentation the history of the Latin Monetary Union, established in 1865 by France, Belgium, Switzerland and Italy, is used.





The monetary condition before the formalization of the treaty of each country is explained, as well as the difficulties after formalization and the likely reasons for its failure. The political conjuncture of the continent at that time is brought forward in particular sections and is mandatory to understand the case from the perspective of chartalist theory.

–  –  –

1 INTRODUÇÃO

2 A TEORIA METALISTA E CARTALISTA NA EXPLICAÇÃO DA CRIAÇÃO

DAS MOEDAS E DAS ÁREAS MONETÁRIAS COMUNS

2.1 A TEORIA DAS ÁREAS MONETÁRIAS ÓTIMAS

2.2 A TEORIA ESTATAL DA MOEDA E A UNIÃO MONETÁRIA

3 BREVE HISTÓRICO DA UNIÃO LATINA

3.1 FATORES QUE LEVARAM A FORMAÇÃO DA UNIÃO LATINA............... 19

3.2 A UNIÃO LATINA 1865-1901

3.3 A GUERRA FRANCO-PRUSSIANA

3.4 O PERÍODO DE RESTRIÇÃO

4 O FIM DA UNIÃO LATINA

5 A CONSTRUÇÃO DA UNIÃO LATINA NA PERSPECTIVA DA RELAÇÃO

POLÍTICA ENTRE AS POTÊNCIAS EUROPÉIAS: FRANÇA, INGLATERRA E

ALEMANHA (PRUSSIA)

6 O FRACASSO DA FRANÇA NA TENTATIVA DE MANTER SEU PODER

HEGÊMONICO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIA

1 INTRODUÇÃO

O ideal de união monetária na Europa não é recente, outras experiências verificam-se na história do continente. Esses episódios estão relacionados à conjuntura da região ao longo dos séculos e carregam um profundo significado para aqueles países. Durante o século XIX a Europa testemunhou uma proliferação de uniões monetárias entre os países. Havia, inclusive a proposta de uma união monetária mundial. Este era um período de intensificação da integração econômica, com a expansão das estradas, dos telégrafos e do navio a vapor, e também de entusiasmo com o comércio internacional e o liberalismo. As tentativas primitivas parecem ter falhado sucessivamente e ao que tudo indica a experiência atual está seguindo o mesmo percurso. O objetivo desse trabalho é entender quais as razões por trás dessas iniciativas e os infortúnios que ocasionaram seu insucesso. Uma união monetária em específico será examinada no presente estudo, a União Monetária Latina, constituída no final do século XIX pela França, Bélgica e Suíça – com o posterior ingresso da Itália e Grécia.

Após esta introdução, será feita uma abordagem teórica das teorias metalista e chartalista na criação do dinheiro e da formação de áreas monetárias comuns. Na próxima seção será descrito um breve histórico da União Monetária Latina, desde os antecedentes de sua formação passando por importantes acontecimentos que contribuíram para a formação da liga como a guerra franco-prussiana até as dificuldades enfrentadas que levariam ao seu fim. O capítulo 4 traz uma concisa explanação sobre o fim jurídico da União. Os dois últimos capítulos fazem uma interpretação sob uma ótica geopolítica para a união desses países em uma moeda comum e apresenta algumas possíveis razões para o seu fim.

A formação das uniões monetárias tem sido amplamente explicada pela teoria das Áreas Monetárias Ótimas, segundo a qual a área de circulação de uma moeda coincide com a área onde os custos de transação são mínimos.

Não é, todavia, o que a história tem mostrado. Uma segunda abordagem sugere que a formação das uniões monetárias está muito mais ligada a fatores de economia política do que a razões puramente monetárias. A história da União Monetária Latina contribuirá para a compreensão dessa segunda linha de pensamento ao longo do trabalho.

2 A TEORIA METALISTA E CARTALISTA NA EXPLICAÇÃO DA CRIAÇÃO

DAS MOEDAS E DAS ÁREAS MONETÁRIAS COMUNS

Nesta seção são discutidos brevemente modelos interpretativos concorrentes a respeito da emergência da moeda e de áreas monetárias comuns. Analisar-se-á a visão mais convencional para a constituição das áreas monetárias comuns, baseada na teoria de que a moeda é uma mercadoria que emerge de trocas voluntárias para minimizar custos de transação dos mais variados tipos. Em âmbito geográfico, ela dá base para a teoria da área monetária ótima. Em contraposição, a teoria chartalista ou estatal da moeda, parte da concepção de que a moeda é uma unidade de conta estabelecida por cada Estado-nação ou soberano. As uniões monetárias, portanto, são elas mesmas um exercício de soberania e dominação.

A discussão sobre estes modelos interpretativos nos dará ferramentas conceituais para analisar a União Monetária Latina na seção subsequente.

2.1 A TEORIA DAS ÁREAS MONETÁRIAS ÓTIMAS

A criação de uniões monetárias é comumente explicada pela teoria das áreas monetárias ótimas (Mundell, 1961). Segundo essa perspectiva o dinheiro se desenvolve por um processo de seleção de um equivalente geral de trocas pelo setor privado na tentativa de minimizar os custos de transação no comércio. Charles Goodhart (1998) associa essa teoria com a visão de que o dinheiro surge e evolui a partir de uma moeda-mercadoria (no caso metálica), pela qual o surgimento da moeda é resultante de um processo espontâneo de redução de custos de transação em mercados atomizados. Segundo Goodhart, portanto, a teoria de uma Área Monetária Ótima (AMO) é a contraparte geográfica da visão convencional da emergência do dinheiro à lá Carl Menger.

Conforme afirma:

–  –  –

Segundo a teoria das Áreas Monetárias Ótimas (AMO), o domínio geográfico de uma moeda é a evolução de um processo similar de minimização dos custos àquele que levou à utilização do dinheiro sem intervenção governamental decisiva. Esses custos dependem das imperfeições de mercado, sejam eles referentes às imperfeições na flexibilidade dos mercados de trabalho e na mobilidade do capital, isto é, na mobilidade dos fatores entre os países. As próprias moedas nacionais representariam imperfeições de mercado, na medida em que as taxas de câmbio entre moedas de diferentes nacionalidades implicariam custos de transações para ajustamento dos distúrbios comerciais entre países. Conclui-se, portanto, que segundo essa teoria, o papel do Estado Nacional deve ser limitado, na melhor das hipóteses, ao de um garantidor contra fraudes e roubos. Desse modo não haveria razão para que o os limites da moeda coincidam com os limites do país. Um acordo internacional, por exemplo, poderia estabelecer um guardião internacional da boa conduta monetária em áreas geográficas maiores do que as restritas por um país. Como diz Goodhart, “Under the [...] OCA theory, there should be a divorce between currency areas and the boundaries of sovereign states 2 (1998, p. 420) A teoria, portanto, explicaria que a união de países com moedas nacionais sob uma única moeda regional resultaria de um processo de A teoria da área monetária ótima (OCA) relacionada aos nomes Mundell, McKinnon e Kenen é uma extensão natural da teoria metalista no domínio geográfico e espacial. Se a origem do dinheiro é para ser vista em termos de evolução do mercado no setor privado, cujas funções são minimizar os custos de transação, então a evolução do número de moedas separadas em diferentes áreas geográficas devem, analogamente, ser analisadas em termos da evolução do mercado no setor privado, cuja função teria sido minimizar uma rede de (a nível micro) custos de transações e (a nível macro) de ajustamento.

Sob a teoria das áreas monetárias ótimas deve existir o divórcio entre áreas de circulação da moeda e os limites dos estados soberanos.

minimização dos custos de transação, com elevação da eficiência econômica que permitiria, por seu turno, a ampliação das transações em escala mundial.

Mundell, de fato, argumenta que:

–  –  –

Goodhart, e vários outros autores,4 contestam o poder explicativo desta teoria, quer para a emergência do dinheiro dentro de países, quer para a emergência das áreas monetárias comuns entre países. Segundo Goodhart, fosse a eficiência alocativa a principal razão para a existência de moedas, os vários países possuidores de moedas nacionais seriam áreas monetárias ótimas, ou já teriam suprimido suas moedas nacionais em benefício de uma moeda supranacional. Poucos proponentes destas teorias concordariam que países conformam áreas monetárias ótimas e que o mundo seja dominado exclusivamente por uma área monetária comum. Goodhart corretamente conclui que a “OCA theory has little, or no predictive or explanatory capacity” 5.



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